Petróleo a US$ 80 enterra queda de juros no Brasil

Redação 011
2 Min
Petróleo a US$ 80 enterra queda de juros no Brasil
foto: divulgação/ Petrobras

O mercado financeiro global vive dias de “calmaria armada”. Após o choque inicial da morte de Ali Khamenei, o petróleo Brent estabilizou na casa dos US$ 81, mas o otimismo para por aí. O Estreito de Ormuz, gargalo por onde passa 20% do petróleo do mundo, está virtualmente parado. A Guarda Revolucionária do Irã confirmou o bloqueio, e o tráfego de navios caiu drásticos 75%.

Para o brasileiro, o cenário é de alerta máximo. Enquanto o governo Lula tenta focar em pautas ideológicas, o custo do frete e o risco de um choque de oferta real batem à porta. Se o bloqueio durar mais do que as duas semanas previstas pelo mercado, o preço dos combustíveis no Brasil terá que ser reajustado, ou a Petrobras voltará a ser usada como colchão político — um filme que já sabemos como termina.

O ‘Fator Trump’ e a inércia brasileira

O presidente Donald Trump já sinalizou que a Marinha dos EUA pode intervir para garantir o fluxo comercial, mas, por enquanto, o plano é de dissuasão. O mercado trabalha com a ideia de que a guerra será curta, mas qualquer movimento da China ou um prolongamento do fechamento de Ormuz jogará o barril para patamares que inviabilizam a meta de inflação do Banco Central brasileiro.

Impacto no Brasil: juros e consumo

A esperada queda na Selic pode ser enterrada pela guerra. Com o dólar alto e o petróleo pressionado, o Banco Central não terá espaço para manobras. O resultado? juros altos por mais tempo, crédito caro e o consumo das famílias — que já bate recordes de inadimplência — sufocado.

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