A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião extraordinária para a próxima terça-feira (9), a pedido do Equador, para tratar do recente incidente envolvendo o México, desencadeado pela invasão das forças equatorianas à Embaixada mexicana em Quito com o objetivo de retirar o ex-vice-presidente Jorge Glas, aliado do ex-presidente socialista Rafael Correa.
A invasão à Embaixada resultou na ruptura das relações diplomáticas por parte do México, que em dezembro havia concedido asilo político a Glas e planejava retirá-lo de Quito neste fim de semana.
O Equador agiu antecipadamente em relação ao Secretário-Geral da OEA, Luis Almagro, que no sábado expressou sua intenção de convocar uma reunião do Conselho Permanente da instituição para abordar o assunto, depois de ter condenado veementemente a invasão à embaixada e qualquer ação que coloque em perigo a inviolabilidade das missões diplomáticas.
O México anunciou a ruptura das relações diplomáticas com o Equador depois que a Polícia Nacional equatoriana invadiu na sexta-feira à noite a embaixada do México em Quito e deteve Jorge Glas, condenado duas vezes por corrupção, uma delas por envolvimento com a Odebrecht.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, justificou a entrada da operação policial na embaixada mexicana, afirmando que a condenação anterior contra Glas prevalece sobre sua condição de asilado político, cuja validade foi contestada pelo presidente equatoriano.
“Nenhum criminoso pode ser considerado um perseguido político”, afirmou Noboa em um comunicado, defendendo a operação policial que levou o México a romper relações com o Equador, considerando-a um ataque ao seu território soberano.
Glas havia permanecido desde meados de dezembro na sede diplomática mexicana, onde entrou alegando temer por sua segurança.