Milei propõe força-tarefa multinacional contra avanço do crime organizado do Brasil

Redação 011
2 Min
Milei propõe força-tarefa multinacional contra avanço do crime organizado do Brasil
foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante a Cúpula do Mercosul em Buenos Aires, o presidente argentino Javier Milei defendeu a criação de uma força-tarefa multinacional para enfrentar o avanço do crime organizado a partir do Brasil. Segundo ele, facções como o PCC e o Comando Vermelho já operam em vários países da região, o que exige uma resposta coordenada e urgente. Ao transmitir a presidência rotativa do bloco para o Brasil, Milei fez um apelo direto: “Deixo o compromisso para a próxima presidência a cargo do Brasil, que continuemos lutando […] contra o crime transnacional organizado.”

Além de denunciar a expansão de organizações criminosas brasileiras, Milei anunciou avanços nas negociações internas do bloco para a criação de uma agência regional de segurança ainda este ano. O argentino classificou o crime organizado como “um câncer” que ameaça a estabilidade regional, e enfatizou que, se a ação não for conjunta, nenhum país conseguirá conter o problema isoladamente. A proposta surge num momento em que o governo brasileiro, sob Lula (PT), tem rejeitado enquadrar essas facções como grupos terroristas, posição criticada por setores mais alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O governo Lula alega que a legislação brasileira não permite esse tipo de classificação, por entender que as facções não têm motivação ideológica. Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, essas organizações “buscam o lucro através dos mais variados ilícitos”, o que não se enquadraria no conceito legal de terrorismo. A posição brasileira contrasta com a dos EUA sob o governo Trump, que estuda classificar essas facções como terroristas, proposta apoiada por políticos da oposição no Brasil.

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