Israel confirmou nesta quinta-feira (26) a morte de Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, em um ataque aéreo realizado em Bandar Abbas, no sul do país. Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, a operação foi “precisa e letal”, atingindo também Behnam Rezaei, chefe da Inteligência Naval iraniana. O bombardeio integra uma série de ações coordenadas por Israel e Estados Unidos contra autoridades de alto escalão do regime iraniano desde o início da guerra.
De acordo com o exército israelense, Tangsiri era responsável por ordenar o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, e por coordenar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais na região. As forças israelenses afirmaram que o comandante representava uma ameaça direta à liberdade de navegação e ao comércio internacional, sendo apontado como peça central na estratégia militar iraniana no Golfo Pérsico. O bloqueio do canal já dura quase um mês, agravando tensões com países do Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu ao ataque afirmando que o Irã está “implorando” por um acordo de cessar-fogo. Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que os negociadores iranianos “não têm chance de recuperação” e alertou que o regime deve aceitar a proposta americana “antes que seja tarde demais”. O líder norte-americano reforçou que, caso Teerã não avance nas negociações, poderá enfrentar ofensivas ainda mais duras, ampliando a pressão sobre o regime persa.









