O Irã recusou nesta quarta-feira (25) o plano de paz apresentado pelo Paquistão em nome dos Estados Unidos e anunciou uma contraproposta elaborada por Teerã. Segundo a TV estatal Press TV, o governo iraniano classificou o projeto como “excessivo e desconectado da realidade”, afirmando que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não determinará o fim da guerra. A posição oficial reforça que o regime persa só encerrará o conflito quando suas próprias exigências forem atendidas.
A iniciativa de cessar-fogo foi entregue pelo Paquistão, que buscava intermediar uma solução para a crise. Autoridades iranianas disseram à agência Reuters que a resposta inicial ao plano norte-americano “não é positiva”. O governo iraniano sustentou que o documento ignora o que chamou de “fracasso americano no campo de batalha” e garantiu que continuará com “ações defensivas” até que suas condições sejam reconhecidas. O conteúdo detalhado da proposta dos EUA ainda não foi divulgado oficialmente.
Enquanto isso, a China se posicionou em favor de negociações. O chanceler Wang Yi, do Partido Comunista Chinês, conversou por telefone com o vice-ministro iraniano Seyed Abbas Araghchi e afirmou que “todas as partes devem aproveitar as janelas de oportunidade para a paz”. Wang defendeu que disputas sejam resolvidas por meio de diálogo e não pela força, destacando que “conversar é sempre melhor do que lutar”. A recomendação chinesa pressiona Teerã a reconsiderar sua postura e abrir espaço para tratativas diretas com Trump.












