Inteligência dos EUA e pressão de Trump encurralam o maior cartel do México

Redação 011
2 Min
Inteligência dos EUA e pressão de Trump encurralam o maior cartel do México
foto: Official White House Photo by Molly Riley

O México vive horas de caos e guerra civil urbana após a confirmação da morte de Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes, o líder do sanguinário Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). A operação, realizada neste domingo (22), foi um esforço coordenado entre as forças militares mexicanas e a inteligência dos Estados Unidos.

A queda do “rei do fentanil” desencadeou uma retaliação imediata: ônibus incendiados, bloqueios de estradas e ataques a lojas de conveniência em áreas turísticas como Puerto Vallarta. O balanço é trágico: pelo menos 25 membros da Guarda Nacional mexicana foram mortos em confrontos diretos com o cartel.

O “fator Trump” e a pressão por resultados

A morte de El Mencho ocorre sob forte pressão do presidente americano Donald Trump, que desde 2025 designou o CJNG como uma organização terrorista. Nesta segunda-feira, Trump foi às redes sociais cobrar ainda mais dureza: “O México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis e as drogas!”.

Diferente da política de “abraços, não balas” de governos anteriores, a operação teve um componente cirúrgico: a inteligência americana e a traição de uma parceira amorosa do traficante foram a chave para localizar o esconderijo em Tapalpa. No local, foram apreendidos lançadores de foguetes capazes de derrubar aeronaves.

Caos no turismo e alerta global

Países como EUA, Canadá e Reino Unido emitiram alertas urgentes para que seus cidadãos busquem abrigo. Companhias aéreas suspenderam voos após passageiros entrarem em pânico com tiroteios nos terminais de Guadalajara e Puerto Vallarta. Enquanto a presidente Claudia Sheinbaum tenta minimizar a crise afirmando que a “normalidade está sendo mantida”, as imagens de colunas de fumaça nas cidades turísticas contam outra história.

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