Nasry Asfura, candidato do Partido Nacional Conservador e ex-prefeito da capital (Tegucigalpa), aparece em primeiro lugar na disputa presidencial de Honduras, segundo resultados preliminares divulgados nesta segunda-feira (1º). Com 41% dos votos já contabilizados, o conservador supera Salvador Nasralla, do Partido Liberal, que soma cerca de 39%. Rixi Moncada, representante do partido governista LIBRE, aparece em terceiro lugar com 20%. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio público a Asfura e afirmou que pretende trabalhar com ele para combater o tráfico de drogas, reforçando a possibilidade de uma guinada política no país centro-americano.
A eleição ocorre em meio a forte polarização, com acusações de fraude entre os principais candidatos e críticas ao processo conduzido pelo Conselho Nacional Eleitoral. No domingo (30), além da escolha presidencial, foram definidos 128 membros do Congresso e centenas de prefeitos. A Organização dos Estados Americanos pediu que o governo da atual mandatária, a socialista Xiomara Castro de Zelaya, assegurasse eleições livres de intimidação e interferência. Moncada, do LIBRE, já sinalizou que pode não reconhecer os resultados oficiais, ampliando o clima de incerteza. Washington, por meio do vice-secretário de Estado Christopher Landau, alertou que responderá “de forma rápida e decisiva” a qualquer tentativa de minar a integridade do processo democrático.
Entre os pontos centrais da campanha, tanto Asfura quanto Nasralla indicaram que podem retomar relações diplomáticas com Taiwan, rompidas em 2023, o que representaria um revés para a China na região. A disputa também foi marcada por denúncias de supostas gravações envolvendo membros do Partido Nacional e militares, que o partido afirma terem sido produzidas com inteligência artificial. O prolongado estado de emergência mantido por Castro e a dependência dos militares para funções policiais seguem sendo alvo de críticas de grupos de direitos humanos.

