O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu levar problemas do Brasil para além das fronteiras. Em uma entrevista explosiva concedida à emissora francesa CNews nesta segunda-feira (9), o parlamentar não poupou críticas ao eixo Brasília-Paris, desferindo ataques diretos ao presidente francês Emmanuel Macron e ao governo Lula.
Flávio, que se consolida como a voz internacional do bolsonarismo enquanto o pai enfrenta restrições, foi incisivo ao analisar a política francesa, chamando o governo de Macron de “extrema incompetência”. Segundo o senador, a França “não aguenta mais” um mandato que tem causado danos profundos ao país — uma fala que ecoa o sentimento de movimentos conservadores que crescem em toda a Europa.
A entrevista não ficou restrita aos problemas franceses. Flávio aproveitou a vitrine internacional para denunciar o que chama de “crise institucional” no Brasil. Ele apontou o dedo diretamente para o Supremo Tribunal Federal (STF), criticando o desequilíbrio entre os Poderes e a atuação política do Judiciário, que, segundo ele, asfixia a democracia brasileira.
“O Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda”, disparou o senador, conectando o fracasso econômico interno à necessidade urgente de “salvação” com propostas modernas para 2026.
A estratégia de Flávio é clara: ocupar o vácuo deixado pela perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e se colocar como a alternativa viável e preparada para o embate presidencial. Ao confrontar Macron em sua própria casa, Flávio sinaliza para a base que não terá uma postura “passiva” diante de líderes globais que tentam interferir na soberania brasileira.
A repercussão nas redes sociais foi imediata. Enquanto a esquerda tenta pintar o senador como um “problema diplomático”, a base bolsonarista celebra o fato de ter um representante que fala a língua da direita mundial — e que não tem medo de enfrentar o establishment europeu no “tatame” da opinião pública.









