O cenário eleitoral para a sucessão presidencial sofreu uma reviravolta significativa. De acordo com o mais novo levantamento AtlasIntel/Bloomberg, divulgado nesta quarta-feira (21), a confortável distância que o presidente Lula ostentava sobre a oposição começou a derreter. O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi o grande protagonista da pesquisa, reduzindo a diferença para o petista em um eventual segundo turno. O Instituto AtlasIntel ouviu 5.418 respondentes, por recrutamento digital aleatório, entre 15 e 20 de janeiro.
Os números são um reflexo claro do esgotamento do modelo governamental atual e da consolidação do nome de Flávio como o herdeiro legítimo do capital político de seu pai, Jair Bolsonaro.
O derretimento da vantagem petista
Em apenas um mês, o cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro sofreu uma mudança de quase oito pontos percentuais:
Dezembro: Lula 53% vs. Flávio 41% (Diferença de 12 pontos)
Janeiro: Lula 49,2% vs. Flávio 44,9% (Diferença de apenas 4,3 pontos)
Esses dados mostram que Flávio não apenas cresceu, mas está agora no limite do empate técnico, considerando a margem de erro. Para o público de direita, o avanço do senador indica que a militância está mobilizada e que o discurso de oposição tem encontrado eco em uma parcela maior da população.
Tarcísio estacionado e a rejeição recorde de Lula
Enquanto Flávio acelera, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece em uma situação de estabilidade, com 45,4% contra 49,1% de Lula. O dado mais alarmante para o Palácio do Planalto, no entanto, é o índice de rejeição:
Lula é o candidato elegível mais rejeitado pelo eleitorado, com 49,7%.
A pesquisa revela um país dividido, mas com uma tendência de queda para o atual mandatário. Mesmo com Jair Bolsonaro fora do páreo — devido à sua prisão e inelegibilidade —, o bolsonarismo prova que possui uma resiliência institucional que desafia as narrativas da grande mídia.
A subida de Flávio Bolsonaro pode ser atribuída a três fatores que monitoramos de perto:
Herança Política: Com Jair Bolsonaro impedido de disputar, o eleitor fiel migrou naturalmente para o filho “01”, consolidando-o como a principal alternativa viável.
Fracasso Econômico: O aumento da percepção de risco fiscal (acentuado por episódios como a liquidação do Will Bank hoje) castiga a popularidade do governo.
Unificação da Direita: Flávio parece conseguir dialogar melhor com a base raiz do que nomes vistos como “moderados”, como Tarcísio ou Caiado, que ainda patinam nos dois dígitos baixos no primeiro turno.
Primeiro Turno: Lula sob ameaça
Nas simulações de primeiro turno, Lula aparece com 48,4%, flertando com uma vitória direta, mas a ascensão de Flávio (que chega a 35% em cenários sem Tarcísio) sinaliza que a eleição deve ser decidida no detalhe e no confronto direto.
A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos.









