Flávio aceita desafio de Lula, cobra sigilo de visitas ao Planalto e de outras contas; Lula concorda

Redação 011
2 Min
Flávio aceita desafio de Lula, cobra sigilo de visitas ao Planalto e de outras contas; Lula concorda
foto: Beto Barata/PL

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na quarta-feira (21) que aceita o desafio lançado por Lula para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico, mas apresentou uma série de condições para que os dados sejam divulgados. Entre as exigências estão a abertura das contas do Instituto Lula, a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência e dos registros de visitas ao Palácio da Alvorada e a outros prédios oficiais do governo. Flávio também condicionou a abertura de seu sigilo telefônico à divulgação dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

A resposta ocorre depois de Lula protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para divulgar seus dados e os de familiares referentes aos últimos oito anos, desde que Flávio faça o mesmo. O candidato do PL afirmou que pretende ampliar o alcance do desafio e incluiu informações que não estavam contempladas na proposta inicial do adversário. Entre elas estão os cartões corporativos da Presidência, cujos gastos tiveram 99% do valor mantido sob sigilo no período analisado pelo Tribunal de Contas da União, além das contas do Instituto Lula. Flávio também cobrou dados relacionados ao ex-assessor Marcola e aos registros de acesso a imóveis oficiais.

Horas depois, a campanha de Lula afirmou que aceita as condições apresentadas por Flávio. O senador Camilo Santana (PT-CE), porta-voz da campanha, declarou que Lula não se opõe às exigências e disse que Marcola também teria concordado em abrir seus dados. Em contrapartida, a campanha petista voltou a cobrar informações relacionadas à Alcazar Holdings, offshore na qual, segundo documentos encontrados pela Polícia Federal e noticiados pela imprensa, Flávio teria sido cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária. Flávio e o advogado Willer Tomaz, ligado à empresa, negam manter negócios em conjunto.

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