O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (24) que aplicará uma tarifa de 25% sobre o comércio de gás e petróleo com qualquer país que fizer transações com o regime de Nicolás Maduro, a partir de 2 de abril. A medida visa pressionar economicamente a Venezuela, que, segundo Trump, representa uma ameaça à segurança dos EUA. Especialistas apontam que essa ação pode aprofundar a crise venezuelana e criar um cenário semelhante ao de Cuba, onde o regime comunista sobreviveu por décadas apesar do colapso econômico.
Trump justificou a decisão alegando que a ditadura de Maduro tem sido hostil aos Estados Unidos e estaria enviando criminosos ao território americano. Em sua publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que a Venezuela encaminhou “dezenas de milhares de criminosos”, incluindo integrantes da gangue Tren de Aragua. “A Venezuela tem sido muito hostil aos Estados Unidos e às liberdades que defendemos”, declarou Trump. Além disso, o governo norte-americano acionou a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1978 para deportar os imigrantes ilegais venezuelanos.
Além das tarifas, Trump também tomou medidas contra migrantes de países governados por regimes ditatoriais de esquerda. Na última semana, revogou o status legal temporário de 530 mil cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos que estavam nos EUA. Para lidar com os deportados considerados de alta periculosidade, o governo americano pagou US$ 6 milhões a El Salvador, que os enviou ao Centro de Controle de Terrorismo (Cecot), uma prisão de segurança máxima. O ditador venezuelano Nicolás Maduro criticou as deportações e chamou o Cecot de “campo de concentração”, enquanto seu governo classificou as medidas como “ilegais e anacrônicas”.