Os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Oriente Médio ao posicionar o porta-aviões USS Abraham Lincoln na entrada do Golfo Pérsico, em resposta às recentes ações do regime iraniano. A movimentação, liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorre em meio às denúncias de repressão contra protestos no Irã que resultaram em milhares de mortes. A estratégia americana inclui caças F-35 e aviões-tanque, reforçando a possibilidade de uma operação militar direta contra Teerã.
Enquanto isso, a Rússia declarou nesta quinta-feira (29) que ainda há espaço para negociações entre Washington e Teerã, alertando que qualquer uso da força poderia gerar “consequências muito perigosas” e desestabilizar toda a região. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o caminho diplomático não está esgotado e pediu contenção às partes envolvidas. Moscou estreitou laços com o Irã desde o início da guerra na Ucrânia e firmou um tratado de parceria estratégica de 20 anos com a República Islâmica em janeiro de 2025.
A China também se posicionou contra uma intervenção americana, reforçando críticas ao avanço militar dos EUA na região. O posicionamento do USS Abraham Lincoln próximo ao Golfo de Omã permite que os Estados Unidos mantenham pressão sobre o Irã sem entrar diretamente no Estreito de Hormuz, ponto estratégico por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. O regime iraniano já ameaçou fechar o estreito em outras ocasiões, e a presença americana busca impedir que essa medida seja concretizada.









