“Estrela amarela” na ONU causa confusão entre israelenses

Redação 011
3 Min
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foto: Paulo Filgueiras/ UN Photo

O presidente do Centro de Memória do Holocausto Yad Vashem, Dani Dayan, lançou críticas à delegação de Israel nas Nações Unidas pelo uso de estrelas amarelas durante uma reunião do Conselho de Segurança. As estrelas amarelas são um símbolo da perseguição nazista aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Dayan expressou seu desagrado em relação à ação, considerando-a uma “desonra” às vítimas do Holocausto e ao Estado de Israel. Ele afirmou em uma postagem na rede social X: “Lamentamos ver os membros da delegação israelense na ONU usando um distintivo amarelo. Este ato desonra tanto as vítimas do Holocausto como o Estado de Israel. A mancha amarela simboliza o desamparo do povo judeu e o fato de estar à mercê dos outros. Hoje temos um país independente e um Exército forte. Somos donos do nosso destino. Hoje colocamos uma bandeira azul e branca na lapela, não uma mancha amarela.”

Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas impuseram que os judeus na Alemanha e em alguns países europeus ocupados usassem estrelas amarelas em suas roupas como parte de um programa de perseguição que culminou no Holocausto, no qual seis milhões de judeus foram assassinados.

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Durante um debate na segunda-feira (30) sobre a subsequente guerra de Israel na Faixa de Gaza, o embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, e outros delegados da delegação israelense usaram estrelas amarelas com as palavras “nunca mais” escritas em suas roupas. O uso desse símbolo provocou debates intensos, ressaltando a sensibilidade das comparações com o Holocausto.

Dani Dayan é conhecido internacionalmente por seu papel de liderança nos assentamentos israelenses e é considerado um dos principais representantes desse movimento. Em 2015, ele foi nomeado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para ser o embaixador de Israel no Brasil, uma nomeação que gerou controvérsia e protestos de movimentos sociais brasileiros que alegavam violações dos direitos humanos nas comunidades palestinas devido às ações e opiniões de Dayan em relação aos assentamentos na Cisjordânia.

Após sete meses de impasse, Netanyahu anunciou em março de 2016 que Dayan seria nomeado cônsul-geral de Israel em Nova York, encerrando assim a crise diplomática.

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