Líder da direita francesa Marine Le Pen foi declarada inelegível por cinco anos após condenação por suposto desvio de fundos da União Europeia. A decisão do Tribunal Penal de Paris atende ao pedido dos promotores, impedindo sua participação nas eleições presidenciais de 2027. Além da inelegibilidade, a ex-candidata à presidência recebeu uma pena de quatro anos de prisão, sendo dois firmes, além de multa de 100 mil euros, com possibilidade de cumprir parte da pena em regime domiciliar.
A condenação gerou forte reação entre seus aliados, que denunciaram uma perseguição política. Jordan Bardella, presidente do Reagrupamento Nacional e aliado de Le Pen, afirmou que a decisão judicial representa um ataque à democracia do país. “Hoje, não é apenas Marine Le Pen que está sendo injustamente condenada: é a democracia francesa que foi executada”, escreveu nas redes sociais. O conservador Éric Ciotti também criticou a sentença, classificando-a como uma “confiscação do destino democrático da França”.
A decisão, que pode ser alvo de recurso, teve repercussão internacional. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, manifestou apoio à líder da direita francesa, publicando em francês: “Je suis Marine!”. Enquanto a esquerda francesa celebrou a condenação, setores de direita criticaram a impossibilidade de um recurso suspender imediatamente os efeitos da sentença. A defesa de Le Pen ainda não se pronunciou oficialmente, mas a política se reuniu com sua equipe para discutir os próximos passos.