Uma investigação da Polícia Federal encontrou suposto desvio de emendas parlamentares destinadas ao Hospital Ana Nery, no município de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. Em um dos contratos, havia um trecho que previa uma ‘contrapartida’ de 6% dos recursos.
A negociação teria ocorrido com uma empresa de Cliver André Fiegenbaum, apontado como lobista pela PF. A captação de recursos das emendas tinha como intermediário o secretário parlamentar do deputado Afonso Motta (PDT-RS), Lino Rogerio.
“Cláusula terceira, contrapartida aos serviços prestados: o contratado receberá 6% sobre o valor por ele comprovadamente captado, que serão pagos em até 30 dias após o recebimento do valor pela contratante, através de depósito bancário em conta”, diz o documento citado pela corporação.
Após autorização do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal deflagou uma operação nas cidades de Estrela, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Lajeado, além de Brasília. Foram apreendidos R$ 350 mil e dois celulares no forro de um escritório.
“Em momento algum, claro que por enquanto nós não tivemos a oportunidade de fazer uma avaliação completa, mas em momento algum eu apareço como investigado. Mas claro que isso não diminui a nossa preocupação com a circunstância, com o nosso trabalho, com a forma de proceder que sempre tivemos”, afirmou Motta.
As emendas parlamentares funcionam como um dispositivo no qual os deputados federais enviam recursos para as cidades onde foram eleitos.