O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) reagiu às acusações feitas pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, que, em delação premiada, afirmou que o parlamentar comandava o suposto “gabinete do ódio”. Segundo Cid, Carlos Bolsonaro controlava as redes sociais do ex-presidente e definia a estratégia de comunicação digital. O vereador negou as alegações e classificou a delação como um roteiro fantasioso, dizendo que Cid “expõe falsas acusações sem provar nada a todo momento”.
A delação apresentada contra Bolsonaro e seu entorno, cujo sigilo foi retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, indicaria que o suposto grupo operava dentro do Palácio do Planalto e era responsável por criar e disseminar conteúdos para influenciar o debate público. O depoimento afirma que Carlos Bolsonaro supervisionaria diretamente as postagens e decidiria os temas a serem abordados, além de se opor a um tom mais institucional nas redes do ex-presidente. Segundo Cid, o vereador mantinha uma relação hierárquica com assessores que atuavam na produção de conteúdo.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que envolve Bolsonaro e outros aliados, será analisada pelo STF nos próximos dias, enquanto Carlos Bolsonaro critica o tratamento dado a Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, mencionando sua prisão prolongada e alegando perseguição política. O vereador reforçou que as acusações fazem parte de uma tentativa de construção de narrativa para prejudicar adversários políticos por parte da Justiça brasileira.