O Governo Federal registrou em fevereiro um déficit primário de R$ 30,046 bilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (30). O resultado, embora menor que o esperado pelo mercado, expõe a dificuldade do governo Lula em conter os gastos públicos. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve uma queda de 8,4% no rombo, mas o saldo negativo segue elevado e reflete principalmente o peso da Previdência Social, responsável por R$ 22,4 bilhões do déficit.
As receitas líquidas somaram R$ 157,681 bilhões, avanço real de 5,6% frente ao ano anterior, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 187,727 bilhões, alta de 3,1%. A melhora relativa ocorreu porque a arrecadação cresceu em ritmo superior ao das despesas, impulsionada por tributos como IOF e Cofins, além de depósitos judiciais. Por outro lado, houve queda na arrecadação do Imposto de Renda e da CSLL, além da redução de dividendos pagos por estatais como a Petrobras, o que limitou o desempenho.
Do lado das despesas, os maiores aumentos vieram de gastos com educação e saúde, além de reajustes concedidos a servidores e benefícios previdenciários. O programa ‘Pé-de-Meia’, por exemplo, elevou os aportes em R$ 3,4 bilhões. Em contrapartida, houve redução em rubricas como abono salarial, seguro-desemprego e Bolsa Família. No acumulado do primeiro bimestre, o Governo Central ainda apresentou superávit de R$ 56,9 bilhões, mas a pressão sobre as contas públicas permanece, especialmente pela trajetória da Previdência.









