Uma piada feita pelo humorista Murilo Couto acabou se transformando em um dos principais testes de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Durante apresentações, Couto se referiu ao senador de forma irônica como “meu amigo Flávio”, expressão que rapidamente foi apropriada por apoiadores do pré-candidato. O bordão, inicialmente criado em tom de crítica, ganhou força nas redes sociais e passou a ser usado em jingles e peças gráficas, despertando simpatia entre militantes da direita.
O humorista, que já declarou não ser eleitor bolsonarista, ficou alguns dias afastado da internet após a repercussão da piada. Ao retornar, descobriu que o termo havia viralizado e sido incorporado por simpatizantes de Flávio, que criaram músicas e até imagens de inteligência artificial mostrando Couto ao lado do senador. Deputados também passaram a compartilhar o bordão em suas redes, ampliando a visibilidade da expressão. A equipe de comunicação do pré-candidato enxergou na situação uma oportunidade espontânea de engajamento, sem necessidade de impulsionamento pago.
Nos últimos eventos políticos realizados em Natal e João Pessoa, o jingle “meu amigo Flávio” foi utilizado para embalar a entrada do senador, acompanhado até de leques com a frase impressa. Aliados como Júlia Zanatta (PL-SC) reforçaram o uso da expressão em publicações digitais, consolidando a estratégia de testar sua aceitação fora do ambiente virtual. A equipe avalia que, mesmo substituindo o sobrenome Bolsonaro pelo termo “amigo”, a ligação com Jair Bolsonaro (PL) permanece evidente, já que Flávio esteve presente em momentos decisivos ao lado do ex-presidente, inclusive em negociações pela prisão domiciliar.








