O governador Cláudio Castro (PL) se despediu do governo do Rio de Janeiro em uma cerimônia com a presença de aliados no Palácio Guanabara.
“Encerro o meu tempo à frente do governo do Estado de cabeça erguida e de forma grata”, afirmou o político, que pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
Em 2022, ele foi reeleito em primeiro turno com 4,9 milhões de votos. A saída ocorre na véspera da retomada do caso da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação e Servidores Públicos do RJ pelo Tribunal Superior Eleitoral. O julgamento pode cassar o mandato do agora ex-governador do Rio por abuso de poder político e econômico na última campanha.
Em novembro, a relatora do caso, ministra Maria Isabel Galotti, votou pela cassação de Castro, mas a análise do caso foi suspensa por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que será o próximo a votar. Se o entendimento for mantido, Castro poderá ficar inelegível por oito anos, e novas eleições para o governo do estado devem ser convocadas. Ele nega as acusações.
Com a saída do vice-governador, Thiago Pampolha, que assumiu um cargo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em 2025, e com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, afastado das funções, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo.






