O Brasil recebeu convite para integrar o Conselho de Paz da Faixa de Gaza, iniciativa anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sábado (17). O Itamaraty, no entanto, ainda não confirmou se o país fará parte do colegiado, preferindo aguardar a definição sobre quais nações estarão envolvidas e quais custos estarão associados à participação. A proposta prevê mandatos de três anos para os membros, com possibilidade de permanência vitalícia mediante contribuição financeira de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões).
Segundo documentos acessados por agências internacionais, cerca de 60 países foram convidados a participar da segunda fase do plano de paz para Gaza, que inclui a criação de um governo de transição e o fim da guerra entre Israel e o Hamas. Lula foi incluído na lista de líderes convidados, mas ainda não deu resposta oficial. O Governo Federal sinalizou que só deve se manifestar após avaliar os detalhes da iniciativa, que é conduzida diretamente por Washington e não está vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), fórum tradicionalmente defendido pelo Brasil para mediação de conflitos.
Além de Lula, outros líderes já confirmaram presença, como Javier Milei, da Argentina, que declarou ser “uma honra” integrar o conselho presidido por Trump. O colegiado contará também com nomes como Marco Rubio, secretário de Estado americano, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o empresário Marc Rowan. A Casa Branca afirmou que não há taxa mínima de adesão, mas que países que contribuírem financeiramente terão participação permanente. O presidente norte-americano também designou o major-general Jasper Jeffers para comandar a Força Internacional de Estabilização em Gaza, responsável por treinar uma nova polícia local e garantir a segurança no território.










