O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou seus apoiadores para um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 6 de abril, com o objetivo de demonstrar oposição às decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em discurso recente, Bolsonaro afirmou que o Brasil vive um cenário de perseguição política e insegurança jurídica, destacando que a manifestação será uma resposta a esses “abusos e ataques contra a liberdade”. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou presença no evento, o que pode ampliar a participação do centrão no movimento pela aplicação de justiça em favor dos presos bolsonaristas.
A manifestação busca fortalecer o movimento pró-anistia aos encarcerados pelos atos de 8 de janeiro e consolidar a influência de Bolsonaro e seus aliados diante o pleito eleitoral previsto para 2026. O ex-presidente tem buscado apoio partidário para acelerar a tramitação do projeto de anistia na Câmara, já tendo conversado com líderes do PSDB, Podemos, PP, União Brasil, Republicanos e PSD. Apesar da adesão de figuras políticas ao ato, o MDB, partido do prefeito Nunes, não pretende apoiar a votação direta do projeto no plenário.
Desde que deixou o cargo, Bolsonaro organizou quatro grandes manifestações, sempre em São Paulo e no Rio de Janeiro, reforçando sua base política. No último domingo (16), durante ato em Copacabana, ele anunciou que seguirá para o Nordeste após a mobilização na Paulista, com Aracaju, em Sergipe, como provável primeira parada. A cidade é berço político do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), relator do projeto da anistia. Nos bastidores, Bolsonaro segue articulando apoio parlamentar para pressionar a votação da proposta.