BC vê problemas econômicos e não descarta aumentar juros para controlar inflação

Redação 011
2 Min
Banco Central não fará intervenção no câmbio em meio a alta do dólar
foto: Beto Nociti/ BCB

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central expressou grande preocupação com a deterioração da economia e o aumento do dólar, que impacta a inflação. Em sua última ata, divulgada nesta terça-feira (6), o Copom sinalizou que está pronto para elevar a taxa básica de juros (Selic) se necessário, na tentativa de controlar a inflação. Atualmente, o dólar está cotado em torno de R$ 5,70, e a próxima reunião do colegiado está agendada para os dias 17 e 18 de setembro.

Na reunião de julho, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 10,50% ao ano. A ata destacou um aumento considerável na menção a “riscos”, refletindo a piora dos cenários interno e externo, além de preocupações fiscais. “O momento corrente é de ainda maior cautela e de acompanhamento diligente dos condicionantes da inflação”, destacou o documento. Analistas, como Mario Mesquita, do Itaú Unibanco, ouvido pelo Correio Braziliense, preveem que se o câmbio não reagir, um aumento da Selic será inevitável em setembro.

Economistas como Roberto Padovani, do Banco BV, acreditam que o Banco Central ainda terá cautela antes de aumentar a Selic, aguardando mais dados sobre a economia. Tatiana Pinheiro, da Galapagos Capital, também mantém a projeção de Selic estável em 10,50% até dezembro de 2024, apesar das sinalizações duras do BC. A pressão inflacionária, amplificada pelo aumento do dólar, continua sendo uma grande preocupação para o Banco Central, que busca assegurar a convergência da inflação à meta.

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