Banco Central sobe o tom e diz que não hesitará em subir a Selic para controlar a inflação

Redação 011
2 Min
Presidente do Banco Central destaca preocupações com o mercado de trabalho
foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Comitê de Política Monetária do Banco Central justificou a decisão de manter a taxa básica de juros, em 10,5% ao ano, ao enfatizar os impactos de variáveis nacionais sobre os preços dos ativos, como o câmbio, e as expectativas da inflação, além de reforçar o cenário internacional adverso e incerto.

Em ata da última reunião sobre os juros, o comitê disse que pode subir a Selic se achar necessário. O documento destaca que essa é uma decisão de todos os membros do comitê, incluindo os diretores indicados por Lula.

“O comitê, unanimemente, reforçou que não hesitará em elevar a taxa de juros para assegurar a convergência da inflação à meta se julgar apropriado”, diz. Segundo o documento, essa é uma das estratégias que passam a ser estudadas, além da manutenção dos juros no patamar atual, e isso pode ocorrer durante “um tempo suficientemente longo”.

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Atualmente, o centro da meta perseguida pelo Banco Central é de 3% no acumulado de 2024. A tolerância é de 1,5 ponto percentual para menos ou para mais.

Apesar da desaceleração da inflação observada nos últimos tempos, o Copom ressaltou que esse processo desinflacionário tem perdido força, com um cenário divergente do que era previsto.

Manter os juros onde estão foi uma medida correta e amarga para este momento. Ponto para a autonomia do Banco Central.

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