Banco Central impõe sigilo de oito anos aos documentos da queda do Banco Master

Redação 011
2 Min
Banco Central impõe sigilo de oito anos aos documentos da queda do Banco Master
foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

A decretação de liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida no final do ano passado após a descoberta de graves violações e crise de liquidez, agora corre sob segredo de Estado. O Banco Central usou a Lei de Acesso à Informação para classificar o processo como “secreto”, o que impede que a imprensa, investidores e a sociedade saibam a real dimensão do rombo.

O BC alega que a divulgação do material neste momento poderia:

Gerar pânico e comprometer a estabilidade financeira e econômica do país, além de atrapalhar as frentes de inteligência e fiscalização que ainda estão em andamento. Ademais, prejudica a repressão a novos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

O sigilo absoluto incomodou os órgãos de controle. O ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo no TCU, despachou uma cobrança direta ao Banco Central. O tribunal quer saber se é mesmo necessário trancar todo o processo ou se trechos e documentos específicos podem ser liberados para garantir a transparência pública.

Não há democracia plena sem transparência, especialmente quando estamos falando do fechamento de um banco privado que movimentava bilhões de reais no país. Ao impor um sigilo pesado de oito anos sobre a queda do Banco Master, o Banco Central e seu presidente, Gabriel Galípolo, prestam um desserviço à credibilidade do mercado brasileiro.

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