O Governo Federal registrou em 2025 a maior arrecadação da história, alcançando R$ 2,89 trilhões em impostos e contribuições, segundo dados da Receita Federal. O resultado representa um crescimento de 8,83% em relação a 2024 e consolida a trajetória de alta iniciada após a pandemia. Apesar do desempenho expressivo, que superou recordes em todos os meses do ano, o cenário fiscal segue pressionado, revelando que a gestão de Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), não conseguiu conter o avanço do déficit público.
A arrecadação elevada foi impulsionada por indicadores como o aumento da produção industrial, a expansão dos serviços e o crescimento das importações em dólar. Em dezembro, o Fisco registrou R$ 292,72 bilhões, o maior valor já contabilizado para o mês, com ganho real de 7,46% acima da inflação. Desde 2020, quando a crise sanitária reduziu a receita em 3,75%, os ingressos nos cofres públicos vêm renovando recordes anuais. Ainda assim, o crescimento da arrecadação não se traduziu em equilíbrio fiscal, já que as despesas continuam superando as receitas.
Os números do Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu R$ 10 trilhões em novembro, equivalente a 79% do PIB, patamar semelhante ao observado apenas durante a pandemia. A Dívida Líquida também avançou, chegando a R$ 8,2 trilhões, ou 65,2% do PIB. No mesmo mês, o déficit primário consolidado foi de R$ 14,4 bilhões, mais que o dobro do registrado em novembro de 2024. O resultado reflete o déficit de R$ 16,9 bilhões do governo central e de R$ 2,9 bilhões das estatais, parcialmente compensados por superávit de R$ 5,3 bilhões nos governos regionais.








