A escalada da violência após uma série de protestos em diversas cidades do Irã aumentou a tensão com os Estados Unidos, uma vez que o presidente Donald Trump não descarta uma intervenção a qualquer momento. Israel seria o alvo do governo iraniano, segundo aviso do presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, que acusa os países rivais de promover essas manifestações com o objetivo de desestabilizar seu governo.
O número de mortos nesses protestos subiu para 203 desde o dia 28 de dezembro, que marcou o início dos atos. São manifestações contra o comando do aiatolá Ali Khamenei, que mergulhou o país numa profunda crise econômica. Sua saída é ecoada pelas ruas, mas a polícia vem repreendendo esses atos com extrema violência e a repercussão já é mundial.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, afirmou que qualquer intervenção militar dos Estados Unidos no país será respondida com ataques a Israel e a bases norte-americanas na região. Por isso, os israelenses seguem em alerta máximo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversou por telefone com o secretário americano Marco Rubio sobre a possibilidade de intervenção.
Em junho do ano passado, Israel e Irã travaram uma guerra de 12 dias. Naquele momento, os EUA se uniram a Tel Aviv e atacaram instalações nucleares do Irã, que respondeu disparando mísseis contra uma base aérea americana no Qatar.













