Moraes autoriza quebra de sigilo bancário do Bolsonaro

Redação 011
2 Min
Alexandre de Moraes presta depoimento à PF com esposa e filhos
foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes concedeu autorização à Polícia Federal para investigar a origem dos fundos utilizados na recompra das joias presenteadas à Presidência da República e vendidas no exterior. A investigação foca na ação do advogado Frederick Wassef, que já representou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em outros processos judiciais. O processo busca esclarecer os valores envolvidos na recuperação dos bens, a proveniência dos recursos utilizados e a possível participação de terceiros nos crimes investigados, incluindo a existência de novos bens desviados do patrimônio público.

Os investigadores têm como objetivo apurar delitos como peculato e lavagem de dinheiro. Com a quebra dos sigilos fiscal e bancário de outros indivíduos potencialmente envolvidos, a investigação seguirá seu curso. As joias em questão foram “recompradas” por pessoas associadas a Bolsonaro logo após o Tribunal de Contas da União (TCU) determinar que os itens fossem mantidos sob custódia do Estado. Diante desta decisão, o ex-presidente afirmou que as joias estavam armazenadas em um depósito na residência do ex-piloto e empresário Nelson Piquet, seu amigo. Ele prontamente atendeu à determinação e as restituiu.

Em resposta à solicitação da Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a quebra de sigilo bancário e fiscal, Bolsonaro emitiu uma declaração por meio de seus advogados, negando qualquer apropriação ou desvio de “bens públicos”. Ele afirmou estar disposto a disponibilizar suas movimentações financeiras à justiça. As informações foram reportadas pelo jornal O Globo. O comunicado oficial surgiu após a PF requisitar a investigação de uma suposta tentativa ilegal de venda de presentes oferecidos por delegações estrangeiras ao governo durante o período em que Bolsonaro estava na presidência. Segundo a defesa de Bolsonaro, ele voluntariamente solicitou ao TCU, em março, que os itens (joias presenteadas por governos estrangeiros) fossem depositados na corte até uma decisão final sobre seu destino, o que de fato ocorreu.

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