O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta segunda-feira (26) que a eleição presidencial brasileira foi “fraudulenta” e pediu pressão internacional pela anulação do segundo turno. Em um vídeo de pouco mais de quatro minutos, gravado em inglês e direcionado ao público estrangeiro, Eduardo pediu que o resultado não seja reconhecido e que a gravação seja compartilhada. “Precisamos cancelar esta eleição”, declarou, repetindo a contestação apresentada pelo irmão, Flávio Bolsonaro (PL) após a apuração.
Entre os argumentos apresentados, Eduardo questionou o crescimento de mais de 10 milhões de votos de Lula entre os dois turnos e afirmou considerar “estatisticamente impossível” a virada. Ele lembrou que Ronaldo Caiado e Romeu Zema apoiaram Flávio e comparou o avanço de Lula com os cerca de 9 milhões de votos recebidos pelos quatro principais candidatos eliminados. O cálculo, entretanto, não considera apenas a transferência entre candidatos: a abstenção caiu de cerca de 33 milhões para 30 milhões de eleitores, enquanto brancos e nulos recuaram de aproximadamente 5,9 milhões para 4,1 milhões.
Eduardo também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de votação, e citou o episódio como parte dos questionamentos ao processo. Flávio anunciou que recorrerá à Justiça para pedir a anulação da eleição. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou ter “absoluta segurança” sobre o processo eleitoral, e a Corte negou outra alegação de Flávio, segundo a qual fiscais do PL teriam sido retirados da sala de totalização. O TSE informou que dois representantes do partido acompanharam a totalização e a divulgação dos resultados.

