Maduro rejeita acusações de tortura e se declara inocente em tribunal de Nova York

Redação 011
2 Min
Maduro rejeita acusações de tortura e se declara inocente em tribunal de Nova York
imagem meramente ilustrativa criada por I.A.

O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, se declararam inocentes nesta quinta-feira (15) das novas acusações apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos por conspiração para torturar opositores políticos e militares. O casal compareceu perante o juiz federal Alvin Hellerstein, em Manhattan, usando uniformes de prisão e com os tornozelos algemados. Maduro rejeitou integralmente a denúncia e classificou as acusações como falsas, enquanto Flores afirmou ser “totalmente inocente”. O juiz registrou formalmente a declaração de inocência de Maduro após interrompê-lo durante sua manifestação.

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Maduro teria orientado autoridades venezuelanas a torturar opositores e integrantes das Forças Armadas acusados de conspirar contra seu governo. A denúncia cita um episódio de 2014 em que ele teria ordenado o sequestro de militares para obter informações sobre dissidentes e posteriormente determinado maior pressão sobre os detidos. Flores é acusada de ter apoiado o plano e rejeitado uma alternativa baseada na infiltração entre os suspeitos. Os dois não são acusados de executar pessoalmente as torturas, e as imputações permanecem como alegações que deverão ser examinadas no processo.

As novas acusações ampliam o processo que Maduro e Flores já enfrentavam nos Estados Unidos por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e crimes relacionados a armas. O casal foi capturado por forças americanas em Caracas em janeiro e levado para Nova York, onde permanece preso. Caso sejam condenados por todas as acusações, enfrentam pena mínima obrigatória combinada de 50 anos. Com a ampliação do processo, o início do julgamento foi adiado para 14 de junho de 2027.

Compartilhe este artigo