A Rússia manteve os bombardeios contra a Ucrânia nesta segunda-feira (12), apesar do cessar-fogo energético anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo (11). Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, forças russas atingiram pelo menos seis instalações de energia, incluindo uma usina termelétrica em Kharkiv, provocando danos à infraestrutura e interrupções no fornecimento de eletricidade. Os ataques também deixaram mortos e feridos, conforme autoridades ucranianas. Zelensky acusou o governo de Vladimir Putin de ignorar a iniciativa americana e cobrou de Washington medidas concretas para interromper as ofensivas contra a população civil.
Trump havia anunciado que Moscou e Kiev concordaram em suspender imediatamente os ataques contra instalações energéticas dos dois países. Entretanto, o governo ucraniano afirmou que não havia sido previamente informado dos detalhes do entendimento, enquanto o Kremlin evitou confirmar sua adesão. O porta-voz russo, Dmitri Peskov, declarou que os contatos diplomáticos continuam, mas não reconheceu formalmente a existência de um acordo em vigor. Zelensky afirmou que a Ucrânia está disposta a interromper os ataques contra refinarias russas, desde que Moscou também suspenda as ofensivas contra sua infraestrutura energética.
A controvérsia ocorre após Trump anunciar um acordo para ampliar a oferta de diesel russo ao mercado internacional, acompanhado de flexibilizações nas sanções americanas contra Moscou. A iniciativa provocou críticas de Kiev e de aliados europeus, preocupados com a possibilidade de aumentar as receitas russas durante a guerra. Na segunda-feira (12), a União Europeia anunciou novas sanções contra aproximadamente 1.600 pessoas e entidades relacionadas à Rússia. Zelensky também propôs um cessar-fogo completo de 60 dias para permitir a realização de eleições na Ucrânia, mas o Kremlin rejeitou a iniciativa. A continuidade dos ataques evidencia a distância entre o anúncio de Trump e a implementação efetiva de uma trégua.

