O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou pedidos da campanha de Lula (PT) para retirar do ar vídeos de Flávio Bolsonaro (PL) que associam o petista ao ministro Alexandre de Moraes e citam pagamentos do Careca do INSS a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em uma das decisões, Nunes Marques considerou que as críticas sobre a relação política e institucional entre Lula e o STF fazem parte da disputa eleitoral e afirmou que cabe ao debate público, e não à Justiça Eleitoral, definir qual interpretação política dos fatos deve prevalecer.
Uma das peças questionadas pela campanha petista afirma que o governo Lula produziu um “desequilíbrio institucional” e relaciona o presidente a Moraes. Outro vídeo aborda o escândalo do INSS e menciona a alegação de pagamentos feitos pelo lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, a Lulinha. Ao analisar os pedidos, Nunes Marques não identificou falsidade evidente ou ofensa grave que justificasse direito de resposta ou retirada das publicações.
A decisão marca ainda uma diferença em relação à atuação de Nunes Marques durante o primeiro turno. Em 22 de setembro, o ministro mandou Flávio retirar um vídeo produzido com inteligência artificial que também relacionava Lulinha a supostos desvios no INSS, por entender que o material violava a proibição de deepfakes na propaganda eleitoral. Agora, já no segundo turno, o presidente do TSE preservou conteúdos distintos sobre Lula, Moraes e o caso do INSS ao considerar que estão protegidos pelo debate político.

