Ministra que apoiou Lula derruba regra aceita pelo PT após petista deixar púlpito vazio

Redação 011
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Ministra que apoiou Lula derruba regra aceita pelo PT após petista deixar púlpito vazio
foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE

A ministra do TSE Estela Aranha atendeu a um pedido da coligação de Lula e suspendeu uma regra do debate da TV Globo que o próprio PT havia aceitado previamente. O acordo previa que, caso um candidato faltasse, seu púlpito permaneceria vazio, identificado pelo nome, e poderia receber perguntas dos concorrentes presentes. Representantes das campanhas de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) assinaram a ata concordando com o formato. Depois de Lula decidir não comparecer, porém, a coligação petista recorreu ao TSE e conseguiu impedir a aplicação justamente dessa cláusula.

A decisão ganhou repercussão adicional pelo histórico político da magistrada. Estela declarou publicamente voto em Lula no segundo turno de 2022, quando afirmou que votaria “13” por considerar o petista a alternativa contra o que classificava como avanço do autoritarismo. Posteriormente, integrou o governo Lula como secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, durante a gestão de Flávio Dino, e depois atuou como assessora especial da Presidência da República. Em agosto de 2025, foi nomeada por Lula para exercer mandato de dois anos no TSE. Na liminar desta quinta-feira (1º), a ministra sustentou que a exibição reiterada do púlpito vazio e perguntas dirigidas ao candidato ausente poderiam criar desequilíbrio entre as candidaturas.

O episódio provocou críticas de adversários e entidades do setor de comunicação sobre a interferência judicial nas regras previamente acordadas. A TV Globo acabou cancelando o debate depois de receber, além da decisão de Estela, uma determinação de Gilmar Mendes para incluir Renan Santos (Missão) entre os participantes. A emissora afirmou que as mudanças de última hora produziram insegurança jurídica. O histórico de Estela (voto declarado em Lula, passagem pelo governo e nomeação pelo petista) passou a ser citado por críticos como motivo para questionar sua atuação no caso, onde autoridades do judiciário indicadas por Lula tem ocupado um espaço central na campanha eleitoral, por sua atuação alinhada às necessidades da campanha petista.

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