Lula se volta a SP, cola em Haddad e tenta recuperar terreno no estado

Redação 011
2 Min
Lula se volta a SP, cola em Haddad e tenta recuperar terreno no estado
foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula vai intensificar sua presença em São Paulo nas duas últimas semanas antes do primeiro turno para tentar fortalecer Fernando Haddad (PT) e ampliar o desempenho da chapa petista no maior colégio eleitoral do país. A campanha decidiu concentrar agora parte das agendas na capital e na região metropolitana, onde aliados demonstram preocupação com possível perda de espaço. São Paulo reúne cerca de 34 milhões de eleitores, mais de 21% do eleitorado brasileiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, e terá peso decisivo tanto na disputa pelo governo estadual quanto na corrida presidencial.

A ofensiva ocorre em um cenário desfavorável para Haddad. Pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro colocou Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 49% das intenções de voto, contra 29% do petista; considerados os votos válidos, o governador chegaria a 56% e poderia ser reeleito no primeiro turno. O levantamento ouviu 1.610 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro, tem margem de erro de dois pontos porcentuais, nível de confiança de 95% e registro SP-04189/2026 no TSE. A Quaest também mostrou Tarcísio à frente, com 42% contra 27%, enquanto o Real Time Big Data registrou 53% a 36%.

Lula, que aparece perdendo para Flávio Bolsonaro (PL) em várias pesquisas nacionais, pretende usar as próximas agendas para recuperar terreno justamente em áreas onde teve melhor desempenho em 2022, como a capital e o Grande ABC. Haddad afirmou que a estratégia foi planejada para avançar do interior em direção à região metropolitana e, por fim, concentrar esforços na capital. Para Lula, fortalecer o candidato ao Palácio dos Bandeirantes também significa tentar ampliar sua própria mobilização em um estado que representa mais de um em cada cinco eleitores brasileiros. Os levantamentos disponíveis, porém, mostram Tarcísio numericamente à frente de Haddad por margens expressivas e colocam o PT diante do risco de novamente não conquistar o governo paulista.

Compartilhe este artigo