O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (17), em Washington, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam contestar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. Segundo Eduardo, caso integrantes da Corte tratem um triunfo do candidato do PL como “golpismo” ou tentem impedir o reconhecimento do resultado, os Estados Unidos poderiam reagir com novas sanções individuais contra magistrados. Até o momento, porém, não há manifestação pública do STF indicando intenção de rejeitar ou invalidar uma eventual vitória de Flávio.
Eduardo disse que suas reuniões em Washington trataram das eleições brasileiras, da atuação do Supremo e da possibilidade de ampliar sanções contra integrantes da Corte. O ex-parlamentar citou os recentes confrontos de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes com André Mendonça durante a crise do Banco Master como sinais de que poderia estar sendo construída uma narrativa para questionar uma eventual vitória de Flávio. Ele também comparou o risco apontado por ele ao caso da Romênia, onde uma eleição presidencial chegou a ser anulada pela Justiça.
A declaração ocorre em uma reta final marcada por levantamentos que mostram disputa apertada. A AtlasIntel/Bloomberg colocou Flávio numericamente à frente de Lula por 47,2% a 46,8% no segundo turno, com margem de erro de um ponto porcentual, enquanto a Quaest registrou 42% a 40% para o candidato do PL, também em empate técnico. Outros levantamentos apresentam resultados diferentes, portanto não há vencedor projetado.

