Nunes Marques evita voto para preservar isenção à frente do TSE

Redação 011
2 Min
Nunes Marques evita voto para preservar isenção à frente do TSE
foto: Rosinei Coutinho/STF

A 19 dias das eleições, Kassio Nunes Marques decidiu ficar fora do julgamento que pode autorizar uma investigação contra Alexandre de Moraes, sob o argumento de que sua participação poderia comprometer a percepção de neutralidade exigida de quem preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro declarou impedimento nesta terça-feira (15) e afirmou que a discussão no Supremo pode produzir efeitos diretos sobre o cenário político-eleitoral. Nunes Marques disse considerar prioritária sua missão de “assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026” e sustentou que o TSE vem mantendo distância de preferências partidárias.

Antes de deixar a votação, Nunes Marques também rebateu informações que passaram a associar seu filho ao Banco Master. O ministro afirmou que nunca trocou mensagens com Daniel Vorcaro, que seu filho não prestou serviços ao banco e que não recebeu pagamentos da instituição. Como argumento para sustentar sua independência no caso, lembrou ainda que votou anteriormente pela manutenção da prisão de Vorcaro, do pai do banqueiro e de outros investigados. Mesmo assim, avaliou que permanecer no julgamento poderia gerar questionamentos sobre sua atuação como chefe da Justiça Eleitoral.

Dias Toffoli também ficou fora da análise, mas por fundamento diferente: declarou suspeição por motivo de foro íntimo. Enquanto o impedimento alegado por Nunes Marques pressupõe uma circunstância objetiva que inviabiliza sua participação, a suspeição está ligada a fatores pessoais que podem afetar a percepção de imparcialidade. Alexandre de Moraes também não participa da votação por ser o alvo do procedimento. Com essas ausências, o STF analisa com até oito ministros se há elementos suficientes para permitir o avanço de uma investigação sobre as relações entre Moraes e Vorcaro.

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