O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, defendeu a liberdade de imprensa, o direito constitucional ao sigilo da fonte e indicou que deve levar o caso para análise pelo plenário da Corte. Na última terça-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes determinou, a pedido da Polícia Federal e com autorização da Procuradoria-Geral da República, a busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão.
Segundo a PF, Cutrim seria a fonte do jornalista Luís Pablo, acusado de perseguir o ministro Flávio Dino. A investigação começou depois de Pablo publicar, em novembro de 2025, fotos e dados do carro do Tribunal de Justiça usado pelo ministro no Maranhão.
“Causa perplexidade que, após a identificação e violação do sigilo de uma fonte jornalística – garantia expressamente protegida pela Constituição Federal -, fatos e relações de natureza estritamente privada, sem qualquer vínculo com a produção ou publicação de conteúdo jornalístico, estejam sendo utilizados para tentar me atribuir uma conduta criminosa”, diz a nota publicada pelo jornalista em questão.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Jornais e a Associação Nacional de Editores de Revistas também manifestaram preocupação com a violação ao sigilo da fonte.

