O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota em que contesta a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de estabelecer tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 59 países e a União Europeia, incluindo o Brasil. A alegação dos norte-americanos, divulgada na terça-feira (2), é de supostas falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.
“É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais. É um absurdo tentar associar a competitividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana”, diz a manifestação do Itamaraty.
A nota ressalta que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o Brasil há décadas “como referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político”. No entanto, o USTR também apontou, um dia antes, práticas comerciais injustas ou prejudiciais aos interesses norte-americanos.
A decisão final sobre as novas tarifas caberá ao presidente do país, Donald Trump.
Fonte: Agência Brasil.










