Coreia do Norte retira ‘socialismo’ e saúde gratuita da Constituição

Redação 011
2 Min
Coreia do Norte retira 'socialismo' e saúde gratuita da Constituição
imagem gerada por I.A.

A Coreia do Norte retirou da sua Constituição todas as menções ao termo “socialista” e às garantias de saúde gratuita, em uma mudança que reconhece o problema do modelo esquerdista adotado pelo regime desde 1972. O documento, que antes era chamado de “Constituição Socialista”, passou a ser identificado apenas como “Constituição”, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul na quarta-feira (6). A alteração representa um reconhecimento implícito do fracasso do sistema, embora o regime ditatorial de Kim Jong-un mantenha sua estrutura centralizada.

As modificações não se limitaram ao título da Carta Magna. Expressões como “nosso país onde os impostos foram abolidos” e “sistema de saúde gratuito” foram eliminadas, assim como a cláusula que afirmava que o Estado “proporciona” condições de vida aos trabalhadores, substituída por “luta para prover”. Além disso, referências às realizações de Kim Il-sung e Kim Jong-il, líderes anteriores ao atual ditador, foram removidas. A exclusão desses trechos reforça a tentativa do regime de se distanciar de promessas sociais que não se sustentaram na prática.

Outro ponto relevante foi a retirada de qualquer menção à unificação com a Coreia do Sul, sinalizando uma postura mais hostil em relação ao vizinho. O documento revisado delimita o território norte-coreano e afirma que não permitirá “qualquer violação” de suas fronteiras, incluindo a área ao sul, onde está a República da Coreia. A mudança ocorre após Kim Jong-un ter classificado Seul como o “Estado mais hostil” e intensificado testes de mísseis, ao mesmo tempo em que estreita laços com a Rússia, enviando tropas e munições para apoiar a invasão da Ucrânia.

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