O isolamento diplomático de Lula ficou evidente nesta segunda-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou 13 chefes de Estado da América Latina para uma reunião estratégica em seu resort, o Trump National Doral, no dia 7 de março. A lista de convidados é um “quem é quem” da nova direita continental, encabeçada por Javier Milei (Argentina) e Nayib Bukele (El Salvador). O nome de Lula, no entanto, foi solenemente ignorado.
O critério de Trump é puramente político: ele quer ao seu lado quem compartilha de sua visão de mundo e de sua agenda de liberdade econômica e segurança. Enquanto isso, o governo brasileiro tenta desesperadamente marcar uma reunião bilateral para salvar as aparências, oferecendo pautas como o combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro — temas que soam irônicos vindo de uma gestão que enfrenta escândalos domésticos de desvios na Saúde.
Pix e tarifas: o Brasil na mira
Além do “gelo” diplomático, o Brasil enfrenta sérios riscos econômicos. O país está sob investigação da Seção 301, um mecanismo comercial agressivo dos EUA que pode resultar em tarifas pesadas. Na mira dos americanos está até o Pix, visto com desconfiança pelo sistema financeiro dos EUA. Enquanto Alckmin tenta minimizar o risco com seu otimismo habitual, a realidade é que o Brasil deixou de ser um parceiro preferencial para se tornar um “alvo de investigação” da Casa Branca.









