A China anunciou nesta sexta-feira (4) a imposição de tarifas adicionais de 34% sobre importações dos Estados Unidos, intensificando a guerra comercial com o governo de Donald Trump. A medida, segundo o Ministério do Comércio chinês, entra em vigor em 10 de abril e é uma resposta direta às tarifas impostas pelos EUA dois dias antes. O aumento da taxação eleva a pressão sobre a economia global, com quedas registradas nos principais índices de ações após o anúncio.
A decisão chinesa ocorre em um momento de dificuldades internas para o governo de Xi Jinping, que enfrenta uma crise no setor imobiliário e um período de deflação. O porta-voz do Ministério do Comércio chinês classificou as ações de Trump como “bullying unilateral” e alertou que “não há vencedores em uma guerra comercial”. Já a União Europeia e o Reino Unido manifestaram preocupação com os impactos das tarifas norte-americanas e indicaram possíveis contramedidas.
No Brasil, a reação ao novo cenário comercial foi marcada pela decisão de Lula da Silva (PT) de sancionar um projeto que autoriza reciprocidade tarifária e ambiental no comércio. Enquanto isso, Donald Trump defendeu as tarifas como um caminho para tornar os EUA “muito mais fortes”, afirmando que o país está em recuperação após uma “operação” econômica. A política tarifária de Trump também atinge o Brasil, que será taxado em 10%, percentual menor que o aplicado a outros países.