China, Rússia, Irã e Coreia do Norte firmam bloco ditatorial contra os Estados Unidos

Redação 011
2 Min
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foto: Vladimir Smirnov/ TASS

China, Rússia, Irã e Coreia do Norte consolidaram uma aliança de nações governadas por ditaduras para driblar sanções impostas pelos Estados Unidos e ampliar sua influência global. De acordo com o Wall Street Journal, a cooperação entre esses países vem se aprofundando, com trocas comerciais e militares que desafiam a ordem mundial liderada pelo Ocidente. O bloco, informalmente apelidado de “Crink” (grupo de países autoritários) por autoridades ocidentais, tem reforçado sua parceria por meio da venda de petróleo, envio de armas e suporte diplomático, consolidando um eixo de resistência às pressões norte-americanas.

A guerra na Ucrânia tem sido um fator determinante para o fortalecimento dessa aliança, especialmente com o fornecimento de drones iranianos para Moscou e o envio de munições e soldados norte-coreanos para apoiar o Exército russo. Segundo John Park, pesquisador do Atlantic Council, “o aumento da pressão dos EUA sobre Irã e China pode aprofundar inadvertidamente esse ‘mercado comum de ditadores'”. Além do apoio militar, há também uma crescente cooperação econômica, com a Rússia deslocando suas exportações energéticas para a China e adotando moedas locais em vez do dólar para transações internacionais.

O impacto de um eventual cessar-fogo na Ucrânia pode alterar a dinâmica da coalizão, já que uma reaproximação entre Moscou e a Europa enfraqueceria sua dependência de Pequim. Por outro lado, o aprofundamento da aliança pode representar riscos significativos ao Ocidente, com a aproximação entre potências nucleares como Rússia e Coreia do Norte e o avanço do programa nuclear iraniano. “Sem a China, essa coalizão se enfraqueceria”, avalia Christopher Chivis, ex-oficial de inteligência dos EUA. A escalada da tensão entre esses países e Washington pode levar a novos pacotes de sanções e tarifas comerciais, elevando ainda mais as tensões geopolíticas.

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