A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) iniciou movimentações jurídicas na Europa para impedir sua extradição ao Brasil, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), formalizar um pedido ao Ministério da Justiça. A solicitação, endereçada à Itália, onde Zambelli se encontra desde que deixou o país, tem como base uma condenação a 10 anos de prisão por envolvimento em fraudes ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A parlamentar foi inserida na lista de difusão vermelha da Interpol, por decisão da Polícia Federal.
A defesa de Zambelli, formada por advogados no Brasil e na Itália, sustenta que ainda não há nenhum pedido formal das autoridades italianas e afirma que a deputada está disposta a colaborar com o governo local. “Obviamente ela vai cooperar com as autoridades italianas. Não está querendo ser fugitiva ou ficar foragida dentro da Itália”, declarou o advogado Fábio Pagnozzi. Ele também afirmou que Zambelli teria preferência por cumprir eventual pena em solo italiano, caso a extradição seja considerada inevitável.
O processo de extradição ainda dependerá de pareceres jurídicos comparativos entre os dois países. Segundo a defesa, um dos argumentos é que os fatos atribuídos à deputada poderiam não configurar crime equivalente na legislação italiana. Moraes, por sua vez, argumentou que Zambelli buscava “se furtar à aplicação da lei penal” e continuar tentando descredibilizar as instituições brasileiras. O caso deve ser apreciado pelo governo italiano, com garantia, por parte do Estado brasileiro, de que não haverá aplicação de penas cruéis.











