Lula reforçou sua estratégia eleitoral em Minas Gerais ao declarar que Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é sua única aposta para o governo estadual em 2026. Em reunião reservada no Palácio do Planalto, na quarta-feira (11), o petista afirmou que não possui plano alternativo e prometeu “fazer de tudo” para viabilizar a candidatura. A insistência do líder da esquerda mostra a dificuldade do Governo Federal em construir alianças sólidas no estado, onde o PSD já tem outro pré-candidato apoiado pelo governador Romeu Zema.
O senador mineiro, até então resistente, admitiu que pode avaliar a disputa, mas condicionou a decisão ao momento político mais adequado. Pacheco destacou que, diante da ausência de nomes viáveis, não se furtaria à responsabilidade de concorrer. A articulação para sua candidatura envolve também a definição de uma nova sigla, já que o PSD apoia Matheus Simões, atual vice-governador. Nesse cenário, União Brasil e MDB surgem como alternativas, com negociações conduzidas por aliados como Davi Alcolumbre (União-AP).
Do lado do PT, há consenso em torno do apoio a Pacheco, mas a filiação partidária segue como ponto central da estratégia. Segundo a CNN, interlocutores próximos afirmam que o senador mantém diálogo com União Brasil, embora a decisão dependa da posição da legenda sobre a eleição presidencial de 2026. Caso o partido se alinhe a Flávio Bolsonaro, Pacheco pode optar pelo MDB, sigla à qual já pertenceu. Lula, por sua vez, declarou recentemente estar convicto da vitória em Minas, reforçando que não desistiu de contar com o senador como candidato.









