O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que buscará a aplicação da pena de morte para homicidas na capital americana, Washington D.C. A proposta, apresentada durante reunião com seu gabinete, integra uma série de medidas voltadas ao endurecimento penal e ao combate à criminalidade. Embora a pena capital esteja em vigor em 23 estados, Washington aboliu essa punição em 1981, o que torna o plano juridicamente complexo. Trump defende que “qualquer pessoa que assassinar outra na capital” deve receber a pena máxima.
A capital americana tem sido alvo de ações diretas do governo Trump, que enviou mais de 2 mil soldados da Guarda Nacional para patrulhar a cidade. O presidente afirma que a medida foi necessária diante da “epidemia de crimes” e se vangloria de ter promovido 1.500 prisões desde então. Apesar disso, dados oficiais apontam queda de 8% na criminalidade e de 15% nos homicídios no último ano. A proposta de pena de morte é vista como parte de uma estratégia para reforçar o discurso republicano sobre segurança pública nas eleições de meio de mandato.
Mesmo com o apoio da procuradora-geral Pam Bondi, indicada por Trump, a aplicação da pena capital em Washington depende de processos federais e da aprovação unânime de um júri. A Suprema Corte declarou a pena de morte inconstitucional na capital em 1972, e um referendo popular em 1992 rejeitou sua reintrodução. Atualmente, a punição máxima permitida é prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Trump aposta na prerrogativa federal para contornar os entraves locais e ampliar o alcance de sua política criminal.