O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o Irã teria solicitado um cessar-fogo. Segundo publicação feita na Truth Social, o pedido teria partido do novo líder iraniano, Masoud Pezeshkian, descrito por Trump como “menos radicalizado” e “mais inteligente que seus antecessores”. No entanto, o norte-americano condicionou qualquer negociação à abertura do estreito de Ormuz, considerado estratégico para o comércio global de petróleo. Até que isso ocorra, Trump declarou que manterá ofensivas militares contra o regime islâmico.
A declaração foi imediatamente contestada por Teerã. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, negou que o país tenha feito qualquer pedido de cessar-fogo aos Estados Unidos. A posição oficial reforça a estrutura de poder vigente no Irã, onde o líder supremo, Mojtaba Khamenei, concentra as decisões estratégicas, limitando a autonomia do presidente eleito. Essa divergência expõe a complexidade das negociações e o peso das disputas internas dentro do regime teocrático.
Trump anunciou ainda que fará um pronunciamento televisionado, para detalhar a postura americana diante da guerra no Oriente Médio. O estreito de Ormuz, ponto central da discussão, é responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo mundial, e seu eventual bloqueio pode gerar impactos diretos na economia global. A pressão exercida pelo governo norte-americano busca garantir livre circulação na região, enquanto o regime iraniano tenta preservar sua influência estratégica.









