A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou nesta segunda-feira (31) que os preços dos alimentos não estão elevados apenas por fatores climáticos, mas também por falta de planejamento de governos anteriores, o que teria impactado o câmbio e a economia nacional. Em evento na Fiesp, Tebet destacou que o Brasil enfrentaria problemas estruturais que precisam ser resolvidos para garantir um crescimento econômico sustentável nas próximas décadas. “Deixamos de fazer no passado, agora é hora de fazer”, disse a ministra do governo petista.
Além da inflação, Tebet mencionou que a desigualdade regional e o envelhecimento da população seriam problemas centrais que precisam ser enfrentados até 2050. Ela defendeu que a reforma tributária pode ajudar a reduzir desigualdades e impulsionar a produtividade, mas reconheceu que o país ainda tem baixa inserção competitiva no cenário global e enfrenta problemas como desindustrialização e criminalidade crescente. Segundo a ministra, dobrar o PIB per capita até 2050 é um objetivo ambicioso, mas necessário para melhorar a renda da população.
Durante o evento, Tebet também ressaltou aspectos positivos da economia brasileira, como a estabilidade macroeconômica e a força do agronegócio. No entanto, sua fala gerou críticas por responsabilizar gestões passadas sem apresentar medidas concretas para reverter o cenário atual de alta de preços e dificuldades econômicas. A promessa de um futuro mais próspero até 2050 foi recebida com ceticismo por analistas, que apontam que a população precisa de soluções imediatas para o custo de vida elevado.