O mercado financeiro brasileiro reagiu positivamente ao anúncio das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, uma vez que a alíquota de 10% para produtos do Brasil ficou abaixo das expectativas iniciais. Analistas esperavam que a taxa fosse mais alta, chegando a 15%, mas o anúncio feito pela Casa Branca nesta quarta-feira (2) trouxe um cenário menos desfavorável para o país. A decisão beneficiou o Brasil em comparação a nações asiáticas, como China e Japão, que sofreram tarifas superiores.
Rodrigo Moliterno, analista da Veedha Investimentos, ouvido pelo Correio Braziliense, destacou que o impacto das medidas foi mais brando do que o previsto, permitindo um ambiente mais favorável para a economia brasileira. “A reação do mercado deve ser positiva. Podemos ver o Ibovespa performando bem e o dólar arrefecendo”, afirmou. Além disso, especialistas avaliam que a taxação sobre países asiáticos pode fortalecer a relação comercial entre o Brasil e essas economias, que podem buscar alternativas às exportações para os EUA.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou a decisão norte-americana e criticou a condução do governo brasileiro frente à situação. Em suas redes sociais, ele afirmou que Donald Trump “está apenas protegendo seu país deste vírus socialista” e que o Brasil deveria responder reduzindo tarifas sobre produtos americanos. Bolsonaro ainda comparou sua gestão com a atual, ressaltando que, durante seu mandato, conseguiu negociar com Trump para evitar a taxação do aço brasileiro.