A maioria da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘careca do INSS’, na prisão. A decisão vale também para o empresário Maurício Camisotti (possível sócio no esquema). Três dos cinco ministros do colegiado votaram pela manutenção da prisão preventiva: o relator, André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques. O ministro Gilmar Mendes declarou impedimento para votar no processo e Dias Toffoli, que tem até 3 de outubro para se pronunciar – no entanto, o resultado não será alterado.
Ambos são investigados no escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS, que veio à tona em uma operação conjunta entre a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União. Entre 2019 e 2024, associações e sindicatos fizeram descontos indevidos que podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Nesse processo, o ‘Careca do INSS’ é apontado como líder nas operações ilegais. Na última semana, ele negou as acusações em um depoimento na CPMI que apura esse caso no Congresso. Antunes se recusou a responder as perguntas dos parlamentares.











