O preço do chocolate segue em disparada e deve continuar assim por todo o período de Páscoa. Os preços do produto em barra e do bombom acumulam alta de 24,8% em 12 meses. Dos 377 bens e serviços que compõem a cesta pesquisada no IPCA-15, apenas 4 acumularam inflação maior que a alta do chocolate em barra e do bombom. São eles batata-doce (39,7%), pimentão (28,69%), joia (26,93%) e transporte por aplicativo (34,65%).
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas, essa inflação do chocolate pode ser explicada pelo déficit de 700 mil toneladas de cacau causado pelo fenômeno El Niño de 2024, que devastou plantações nos principais produtores do mundo. Os países de Gana e Costa do Marfim, por exemplo, são responsáveis por 60% de toda a produção.
Nos últimos anos, devido à disparada no preço dos ovos de chocolate, os consumidores começaram a trocá-los por barras durante a Páscoa. Na chamada lei de ‘oferta e procura’, as barras também enfrentam um aumento significativo nas lojas. Ou seja, é difícil escapar dos preços altos nessa época do ano.








