O Progressistas (PP) iniciou movimentações para disputar o governo de São Paulo em 2026 e já considera nomes como Ricardo Salles (Novo) e Filipe Sabará. A possibilidade surge em meio ao descontentamento de prefeitos da legenda com a condução política do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A direção estadual do partido, presidida por Maurício Neves, avalia que a falta de atenção às demandas de parlamentares e a distância entre o governo paulista e a sigla criaram espaço para a construção de uma candidatura própria.
Segundo nota divulgada no sábado (27), o PP aponta como insuficiente o apoio público de Tarcísio ao projeto majoritário da legenda, que inclui a pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado. O partido, presidido nacionalmente por Ciro Nogueira (PI), também destaca dificuldades de comunicação e reclamações recorrentes de prefeitos, que somam 54 no estado. A avaliação interna é de que a ausência de sintonia com o atual governo estadual pode comprometer a estratégia nacional da sigla, especialmente diante da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Entre os nomes cogitados, Filipe Sabará já atuou como secretário estadual e coordenou a campanha de Pablo Marçal à prefeitura em 2024, além de auxiliar Flávio Bolsonaro em articulações com empresários da Faria Lima. Ricardo Salles, deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente no governo Jair Bolsonaro (PL), também aparece como opção. O PP afirma que outros nomes podem ser avaliados, desde que apresentem viabilidade eleitoral e capacidade de articulação política. A legenda considera que ter um governador alinhado ao projeto nacional fortaleceria a chapa de candidatos a deputado federal e estadual em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.










